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segunda-feira, 7 de julho de 2014

Saída de Oxumarê


Olá pessoal! Depois de um grande tempo sem novas postagens, voltaremos a nos encontrar. Estive quieto esse tempo todo, devido a acontecimentos de força maior. Porém pretendo retornar ao mundo virtual, postando conteúdo que tanto nos fascina e encanta. Para começar não vou escrever mas postar um vídeo da saída de santo de um filho do Terreiro de Umbanda Caboclo Pena Azul.

Saída de Oxumarê



Axé a todos.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Orixá Nanã



            Considerada por muitos a Orixá mais velha, é chamada carinhosamente de avó. Isso porque Nanã é a Orixá que representa a Ancestralidade, porém uma ancestralidade relacionada à base para a descendência. Fica muito evidente esse título quando citamos que seu elemento considerado é a lama. 

Dentro da crença das religiões de matriz africana o ser humano foi criado a partir da lama, portanto quando este morre, deve-se entregar novamente à terra, como se devolvesse o instrumento para a natureza. Assim Nanã recebe esse corpo e transforma-o para sua reintegração.

 Nanã

Como Nanã representa a ancestralidade e a base para a reintegração e a descendência, também está diretamente ligada aos antigos conhecimentos, conhecimentos que trazem tanto resoluções de problemas de saúde, com aplicação e conhecimento de ervas, quanto à conservação das manifestações religiosas.

Ainda representando a base na antiguidade, nossa Orixá não aceita elementos de metais, já que os metais representam a evolução relacionado à modernidade. Tornando assim os metais, sua proibição.

 Podemos notar essa relação em um Itan que conta que Ogum queria passar pelos domínios de Nanã, que se opôs. Assim começou uma batalha que Ogum venceu, ferindo a Orixá com a espada. Na lembrança da derrota, Nanã proibiu o uso de metais em seus cultos.

O símbolo que Nanã carrega é chamado de Ibiri. O Ibiri é um cetro sagrado que representa todo o sentido de Nanã, representa a ancestralidade dando a base à descendência, como se fosse o cuidado do ancestral com o descendente. Também é o revolver da terra, da lama, representando a transformação com a reintegração à natureza.
 
Ibiri

Nossa querida avó é considerada mãe de Omolu, Oxumare, Yewa e Iroco, isso porque pertence ao mesmo panteão desses Orixás, oriunda do povo fon, onde as divindades são chamadas de Voduns. Esses Orixás possuem algumas características similares entre si, assim sendo representado como uma ligação familiar.

Com relação aos Odus, Nanã está ligado a Oyeku Mejí, ou em outro sistema chamado de Ejiologbon, onde também encontramos Obaluayê.

Sua cor é o Roxo ou lilás, seu dia de comemoração é 26 de julho devido ao sincretismo com “Sant´ana”.


Sua saudação é: Salúba Nanã!!!

Que nossa querida Orixá Nanã nos conceda a base para termos uma boa vida no Aiyê e que possamos estender isso aos nossos descendentes.

Axé!!!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Orixá Yewa.

Yewa acabou se tornando uma Orixá pouco cultuada em sua verdadeira essência. Isso porque o verdadeiro conhecimento sobre a mesma foi se perdendo com os antigos.

Trata-se de uma Orixá bastante complexa devido a sua própria representação. Yewa rege antes de qualquer coisa a “Integridade”, seja em qualquer forma, na questão sexual, em princípios, honra, etc. Devido a essa essência, essa bela Orixá é considerada protetora das mulheres virgens. Em alguns Itans é citado justamente o desinteresse que Yewa tem pelo sexo oposto, pela relação sexual em si.

Apesar disso outros Itans contam da relação que nossa bela Orixá teve com Orunmila e assim é explicado outra regência sua que é a “Vidência”. Porém junto com a Vidência Yewa rege a Ilusão, uma grande capacidade de iludir, envolver em mágica. Por isso traz consigo um símbolo chamado de “Adô”, esse Adô é uma cabaça contendo pós mágicos.

ILUSÃO

Com relação à Ilusão, pode ser encontrado Itans que se referem a uma passagem em que Yewa manteve Orunmila sobre seu feitiço, fazendo o grande Orixá enxergar Yewa diferente do que ela realmente era.

Outros símbolos da Orixá é o Ofá e a Adaga, aqui com um significado bem simples que é a capacidade de prover meios de alcançarmos aquilo que necessitamos, mas também identifica a inconstância de Yewa. Ora sendo doce, ora arredia.

Já ia esquecendo, assim como Oxumare traz o símbolo da cobra. Com grande contato com a terra.

Outros Itans contam que Yewa é a Orixá responsável por encaminhar o egum recentemente morto, desvencilhando-o da matéria, assim entrega o corpo de volta para a terra. Claro que com isso se faz referência de Yewa com cemitérios.

As diversas questões referente a Yewa traz um complexidade muito grande, talvez por causa dessa complexidade que o conhecimento a respeito dessa Orixá foi se perdendo, mas é claro que o fato de ter se perdido não significa que Ela não exista. Portando deve ser cultuada e deve-se buscar o conhecimento sobre Yewa. Quero lembrar a todos os leitores que as essências dos Orixás são algo que existem de fato em nosso mundo, existem de fato na natureza, alguns podem chamar de nomes distintos, mas existem e mesmo que seja esquecido nunca deixam de existir, nós é que deixamos de observar.

E para os próprios Babalorixás, tomem cuidado com Yewa porque ela rege a Ilusão e costuma iludir principalmente os Babalorixás, mostrando-se como outra Orixá e escondendo sua verdadeira essência, ou por outro lado mostrando a ilusão, é bem paradoxo, bem complexo.

Claro que por se tratar de um simples tópico não tem como eu explicar a fundo os Orixás, mas pra quem quer conhecer e se iniciar na religião, pode entrar em contato.

Saravá Yewa! Riró Yewa!



A cor de Yewa como ela mesma traz controvérsias, pode ser coral, vermelha intensa e até rosa. O importante é mostrar a evolução.



Que a Bela Orixá possa nos mostrar o caminho para a Evolução, nos ajudando a manter nossa integridade, nossa honra, nossos verdadeiros valores.



Obrigado Yewa!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Orixá Ogum


O Orixá Ogum é extremamente conhecido pelos simpatizantes da religião, e agora explicarei um pouquinho desse poderoso Orixá.

Ogum é conhecido como O Ferreiro, o conhecedor da manipulação do ferro. Portanto um de seus símbolos é um conjunto de ferramentas. Aqui podemos identificar sua primeira característica, a capacidade de prover a ferramenta para que possamos enfrentar aquilo que está diante de nós. Manipular para termos condições de realizar aquilo que queremos ou necessitamos. Por isso Ogum está muito relacionado ao lado profissional.

O poderoso Orixá também é conhecido como Vencedor de Demandas, trazendo outro símbolo importante que é a espada. Claro que a espada se trata de uma ferramenta, ferramenta para a batalha, identificando também aqui a manipulação do ferro.

Como a espada é a principal ferramenta de Ogum, significa que é um Orixá extremamente ligado à Batalha, batalhas em qualquer sentido.

Sendo assim podemos ver que Ogum traz uma personalidade extremamente difícil de lhe dar, é Orixá que enfrenta tudo e todos em qualquer situação. Muito tempestuoso, viril e até sanguinário. Porém possui uma capacidade enorme de conquista e domínio.

Ferramentas


Costumo citar algo imaginativo para que possam perceber a característica desse Orixá:

Ogum pode estar diante de um adversário muito maior que ele, muito mais forte, muito mais armado. Porém Ele nem liga, a única coisa que importa é ver seu adversário no chão. Claro que se trata de algo imaginativo porém define um pouco da personalidade que esse Orixá traz.

Existem alguns Itans que contam essa tempestuosidade de Ogum. Um deles fala sobre um feiticeiro que tramou contra o Orixá, quando incentivou que habitantes de uma cidade prestassem homenagem a Egum sabendo que Ogum chegaria à cidade. O problema é que para prestar essa homenagem a Egum nenhum cidadão poderia falar. Quando Ogum chegou à cidade nenhum habitante falou com ele, despertando sua ira, e Ogum dizimou quase a cidade inteira matando muitos habitantes. Contarei esse Itan em outra oportunidade.

No Oráculo, Ogum se torna presente em dois principais Odus: Ogundá e Irete.

Sua cor é o Azul escuro, dentro da Umbanda se usa o vermelho, isso devido ao sincretismo. Porém o Azul escuro representa melhor o Orixá, também podemos encontrar a cor verde, mas não gosto muito dessa relação.

Também foi considerado Orixá da agricultura, mas na verdade esse título não pertence a Ogum e sim a Orixá Ocô.

Seu dia para as festividades costuma ser dia 23 de abril.



Que Ogum possa estar ao nosso lado em nossas batalhas. Que nossa batalha seja também a batalha Dele.



Ogunhê!



Axé!!!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Orixá Yemanjá




Orixá extremamente importante por sua essência estar relacionada à calma e tranquilidade. Também relacionada com a essência materna, mas de maneira diferente da Iyaba Oxum porque Yemanjá é a mãe que cuida independente de ser seu filho ou não. É aquela que acolhe e que provém o que necessitamos. É mãe por natureza.


Devido a essa questão materna essa Iyaba também utiliza o Abebé como símbolo. O Abebé é um espelho de formato oval, oval para recriar o formato do útero. Espelho por estar ligado à beleza feminina.



Abebé

No Brasil é o Orixá mais conhecido e que adquiriu a referência de ser Rainha do Mar. Portanto é no mar ( no Brasil ) que muitas pessoas realizam entregas para essa Iyaba, extremamente relacionada ao “prover a vida”.

A maior importância de Yemanjá está na relação com o Ori de todos nós. Como já mencionei Ela rege a calma e tranqüilidade, o que é algo fundamental para o nosso Ori. Assim podemos adquirir o equilíbrio para ter uma boa vida no Ayê ( terra ). Então a Iyaba está muito presente no ritual do Bori, que se trata de um ritual de louvor à cabeça ( Ori ), onde o Ori é invocado e recebe o que “comer”. Essa relação é descrita em alguns Itans.

Por ter essência com a maternidade e a tranquilidade também está relaciona com problemas amorosos e depressivos, mas principalmente com a solução deles. O Amor é algo extremamente importante ao lidar com essa Orixá, porém se trata de um Amor calmo, muitas vezes, puro. Mas também nos problemas causado pelo mesmo Amor, como a dificuldade no relacionamento e a conseqüência que isso traz.

Voltando à questão materna é uma Orixá que pode ser muito bem invocada para pedir cuidados com crianças em relação a qualquer problema, trazendo a calma e tranquilidade em sua vida.

No oráculo de Ifá fala através do Odu Ossá Meji.

Sua cor é o azul mas pode-se usar o branco em determinados momentos.

Muitos comemoram seu dia em 02 de fevereiro.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Oxum



Essa Orixá é extremamente importante no culto. Em itans faz referencia à Oxum como aquela que solicitou a Exu apossar-se dos conhecimentos de Orunmilá na consulta a Ifá. Foi Oxum a responsável pela iniciação do primeiro sacerdote do culto. Esses Itans indicam a importância da Orixá no culto devido à sua magia e regência sobre o nascimento, a descendência. Que é um dos maiores fundamentos da religião, aquilo que estamos em contato o tempo inteiro dentro do culto.

Oxum representa a descendência, portanto também a renovação. Aquela responsável pela fertilidade. Aqui podemos citar um dos instrumentos que a Orixá usa que é o Abebé, que traz a representação de duas regências de Oxum embora seja uma ligada à outra que é a fertilidade e a magia da conquista, da beleza. Esse instrumento é um espelho, aqui representando a magia e a beleza. Este espelho tem forma oval que representa o útero da mulher.


Abebé


Se Oxum representa a fertilidade, rege portanto a sexualidade(e o encantamento ) e a menstruação. Orixá muito poderosa principalmente relacionada à magia e a proteção contra abortos ou ajuda sobre a infertilidade.

Em diversos Itans é mencionada a beleza, a riqueza e o poder de induzir aqueles à sua volta. Na representação da beleza e também da riqueza podemos notar a cor Amarela e Dourada, cor que onde aparece chama muita atenção.

Na natureza a essência da Orixá está nas cachoeiras, isso porque se notarmos que aquele rio em que se encontra parece estar sempre sendo renovado com as águas da mesma.

As cachoeiras estão sempre envoltas a uma mata, portanto podemos citar a extrema ligação com o Orixá Oxossi, ligação que têm um fruto chamado de Logunedé. O Orixá que nos Itans é filho de Oxum com Oxossi, Logunedé tem virtudes tanto do pai quanto da mãe.

O cuidado que deve ter com Oxum é a extrema vaidade, o poder de persuasão, e o poder da magia. Porém é uma Orixá que deve estar sempre em nossas vidas, sempre renovando tudo o que somos e ainda tornando-nos de descendentes a ancestrais. E não se esqueçam que as águas estão diretamente ligadas à vida.

O poder da renovação é algo maravilhoso porque adquirimos força para continuar, enxergamos novos caminhos e temos novas inspirações.

Claro que não podemos falar de Oxum sem citar o Amor, amor que nos leva ao céu e ao inferno ao mesmo tempo, mas algo fundamental para nossas vidas. Algo que torna a vida intensa e gostosa de ser vivida e nos traz sensações que nenhuma outra coisa é capaz de substituir.

Essa é Oxum!!!

Sua cor é o Dourado e Amarelo

Presto Reverencia à nossa querida Mãe Oxum!!!

Que Oxum renove nossas vidas, e nos permita viver a intensidade do Amor e a Riqueza em todos os sentidos. E nos ajude a sermos encantadores.

 E afaste a depressão, pois a depressão está ligada à falta da renovação e intensidade da vida.


Ora Iyê Iyê Oh Mamãe!!!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Orixá Oyá – Iansã



O que representa Oyá é o Vento. O vento viaja a qualquer lugar e conhece diversas coisas. Assim podemos explicar as diversas regências da Iyaba. Em muitos Itans contam a relação entre Oyá e diversos Orixás, aprendendo com esses suas regências.

Omolu concedeu à Orixá o domínio sobre os mortos, os Eguns. De Oxossi recebeu o chifre de boi representando a conquista e o poder chamado Oguê. E o Iruexim um instrumento bem parecido com o Iruquere de Oxossi que controla os espíritos da floresta, porém é como um espanador por reger o vento, mas também confeccionado com pelos do rabo de boi ou búfalo.


Oguê




Iruexim

Com Ogum aprendeu a arte das batalhas, por isso carrega uma espada. Mas é com Xangô que encontra o ápice de suas regências, com o Orixá, Oyá adquire o domínio sobre o fogo. Aqui é como se um dependesse do outro. O fogo é alimentado pelo vento e assim Xangô adquire uma força muito maior. E Oyá torna-se muito mais poderosa com o fogo.

Em um Itan conta que Olodumarê determinou que Xangô e Oyá só atingiriam o ápice de suas forças estando juntos. Por isso não podemos falar de Oyá sem citar Xangô.

Na maioria das vezes é dito que Xangô é o trovão e Oyá o raio, mas pra mim isso não condiz muito com a essência dos Orixás. A grande regência de Xangô é a justiça. Sendo assim o Orixá absolve ou condena, nunca faltando com justiça. É assim que acontece com os raios só atinge o local determinado para equilibrar as cargas, porém Iansã adquire também a concepção da justiça e sempre existem mais raios em maiores tempestades, regência de Oyá, mas os raios são regência de Xangô.


Xangô e Oyá


É importante dizer que os elementos da natureza e os itans servem para que possamos entender a regência e principalmente a essência do Orixá.

Oyá adquire também o nome de Iansã isso devido a uma expressão na língua yorubana, Ìyá Mésàn que significa Mãe dos Nove. Alguns Itans contam que Iansã teve nove filhos e oito nasceram mudos, após consultar Ifá e realizar suas determinções o nono filho de Oyá foi Egum, que não era muda mas sua voz era sobrehumana. Explicando aqui também a extrema ligação com Egum.

Em fim à Iansã podemos atribuir a capacidade de aprender, de vencer demandas, controlar os espíritos, comportamento inconstante, extremo movimento, a relação com a justiça, e como grande companheira de Xangô está ligada à plenitude da vida..

Iansã tem ligação muito forte com o Odu Oworin, pode aparecer também sob o Odu Obará, Odu Ossa e também sob Irossun, aqui mais dificilmente.

Oyá não aceita carneiro, em um itan conta que foi um carneiro que delatou Iansã para Ogum, quando se envolveu com Xangô. Se analisarmos bem a essência do carneiro é completamente oposta à essência da Iyaba, porém não somente o carneiro mas aí será outra questão.

O dia para comemorações é 04 de dezembro

Sua cor mais fundamentada é o vermelho

Saudação: Epa hey Oyá!!!



Saravá a essa grandiosa Iyaba Iansã!!!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Resumo do Itan de Oyá – Iansã - A ligação com Xangô.

Existem várias formas de contar um mesmo Itan mas não importa a maneira de descrevê-lo e sim o fundamento que está intrínseco no mesmo.

Existia uma organização entre as grandes Iyabas concedendo-lhes grandes poderes, o que era extremamente perigoso para os Orixás Masculinos. Então Xangô, orientado por Orunmilá, foi causar desavenças entre as Iyabas, conquistando-as.




Oyá vivia com Ogum, era a grande responsável pelo grande fogo que o Orixá usava para a forja das armas e ferramentas, pois o vento “alimenta” o fogo.

Xangô chegou ao Reino de Ogum, quando avistou Iansã e percebeu que sua missão não seria ruim devido à tamanha beleza da Orixá.




Oyá tinha um problema, não conseguia engravidar e Orunmilá expôs o problema a Xangô e o orientou que só engravidaria se fosse violentada. Assim quando Oyá saiu do palácio direcionada a um lugar ao ar livre, Xangô a seguiu e lá a tomou a força. Iansã nesse momento se apaixonou pelo Orixá devido às suas virtudes já conhecidas. Diante do ato só tinha um animal, um carneiro que viu tudo o que acontecera.

Iansã conhecendo a personalidade de Ogum sabia que não podia voltar para o palácio e ainda se apaixonara por Xangô. Então a única escolha era fugir com seu Amado.






Ogum não sabia o que havia acontecido, procurando Iansã em todas as partes já estava em fúria, então encontrou o carneiro e esse lhe contou tudo o que presenciara. Ogum aclamado em fúria abateu o animal.

Então Iansã se tornou mulher de Xangô e do Reino de seu Amado ainda sopra o vento que viaja até o Reino de Ogum para alimentar o fogo para a forja. E ainda teve nove filhos, aqui explicarei em outra oportunidade.





Análises:



Para começar o Itan explica uma rivalidade entre Xangô e Ogum e o fundamento é o cuidado em lidar com esses Orixás em conjunto. Isso porque a essência de um atrapalha o outro e ao invés de atingir o que almeja pode ter problemas.



O amor louco que surgiu em Iansã por Xangô está fundamentado no fogo onde o fogo não vive sem o vento e o vento ganha poder no fogo. Portanto Xangô e Iansã juntos podemos presenciar uma força enorme e só é possível a plenitude na essência desses dois Orixás se estiverem juntos. Isso outro Itan conta que Olorum determinou a Xangô e Iansã que um dependeria do outro, mas esse vou contar em outra ocasião. Aqui muito relacionado aos raios.



Outro fundamento que conta no Itan é a não aceitação de carneiro por Iansã, isso é mostrado em outro Itan também, pois nesse caso foi o carneiro que contou a Ogum o que havia acontecido.



Mesmo depois de tal acontecimento e da fúria de Ogum, ele continua dependendo de Iansã para dar conta de suas forjas. Isso significa que mesmo contando esse Itan, Ogum ainda tem uma relação com Iansã podendo ser trabalhados juntos. Principalmente sobre o combate às demandas.



Fico por aqui. Vocês podem continuar observando o Itan e tirar suas próprias conclusões. Nada deve ser imposto e sim compreendido.



Axé!!!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Oxossi

Neste tópico vou falar do Orixá Oxossi. Orixá que se tornou muito querido dentro culto.





Oxossi traz uma representação bem diferente e aqui já é um fundamento, algo único. Esse Orixá representa a Liberdade mas sobretudo o Desapego. Na representação dessa característica é que Oxossi é o Orixá da Matas. Veja, Ele rompe com a vida sobre comunidade, deixando casas estáveis, organização, leis e tudo o que está intrínseco em uma comunidade. Vivendo então, em constante mudança.

Orixá de muito movimento que traz dois símbolos principais que são, o Ofá e o Irukerê.

Ofá é um arco e flecha que traz a representação do caçador logo, provendo a prosperidade e sustentabilidade.






O Irukerê é um instrumento semelhante a um chicote produzido com pelos do rabo de boi ou búfalo. Aqui a representação da ancestralidade, também o controle sobre os espíritos da floresta.






Outro símbolo utilizado por Oxossi é o Oguê, objeto feito com o chifre de boi ou búfalo, identificando a conquista e o poder.





Como eu disse Oxossi é caçador e tal como qualquer caçador tem a característica da astucia, do movimento, da destreza. Aqui um importante fundamento, a proibição (ewo) do mel de abelha para esse Orixá. Oxossi não se prende, isso porque é aventureiro e contempla a liberdade.


Sendo assim podemos rogar a esse querido Orixá para nos prover a prosperidade e intensificar a vida, já que Oxossi gosta muito de viver plenamente, afastando a estagnação e a prisão, porém como contado em um Itan, conserva o reconhecimento de suas ações e virtudes.

Com os Odus tem uma ligação forte com Obara atribuindo a conquista e a inconstância. Ainda uma ligação com Osa atribuindo a calma apesar do grande poder mágico.

Muitos atribuem a Oxossi a agricultura, mas não acredito que condiz tanto com a essência desse Orixá, pelo contrário a floresta concede o alimento sem que você tenha que manter uma vida regrada. Aqui entra Oxossi!!!


Existem dois Orixás extremamente próximos a Oxossi, que são Ossaim, o Orixá das Folhas e Oxum, a Orixá do Encantamento e da Descendência.


Oxossi é comumente escolhido para ser o dono cumeeira das casas de candomblé, por apesar de ter muita astúcia não tem um comportamento tempestuoso e o desapego às coisas matérias aproxima-se muito da espiritualidade.






Sua cor é verde, mas pode ser azul claro.

Sua saudação é Oke Aro!!!


Presto reverência a este Queridíssimo Orixá Oxossi, Senhor das Matas.

E que conceda grande prosperidade à todos leitores desse blog.

Oke Aro!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Sacrifício no Culto e a Hipocrisia da Condenação



Hoje vou falar de um assunto muito polêmico, o sacrifício na ritualística. Mais precisamente sobre a hipocrisia na condenação desse ato.

É do conhecimento de todos que certos rituais dentro do culto do Candomblé, Quimbanda e algumas Umbandas, envolvem o sacrifício de animais. Pois bem, aqui darei somente minha sincera opinião, vindo a cargo dos leitores a formarem suas próprias.

Esse sacrifício é extremamente condenado por pessoas e adeptos de outras religiões, inclusive algumas doutrinas Umbandistas e Espírita de Allan Kardec. Acho de certa forma muito bonito da parte dessas pessoas em condenar um ato de violências contra esses animais. Melhor, seria muito bonito se não existisse grande Hipocrisia neste ato. Logo falarei o porquê.

Em relação ao Candomblé, também tenho minhas criticas, é muito comum a “matança” deliberada onde, por fundamentos, são mortos muitos animais em um único ebó. Um exemplo é o sacrifício de um Cabrito que deve vir calçado de quatro Aves. Acho sinceramente um grande exagero, sei que são fundamentos enraizados de muito tempo e que comprovadamente dão resultados. Mas precisamos evoluir e não parar no tempo onde o que é certo é somente o que faziam num passado muito distante. Nossa religião precisa evoluir e com isso acabar com a “matança” nessa forma dentro da ritualística. Não estou dizendo para abolir, até porque eu também acredito em ainda existir certa necessidade sobre o sacrifício.

Tenho certeza que nesse tópico não vou agradar muita gente, porque vou contra tanto aos que condenam o sacrifício quanto os que utilizam desse método em demasia.

Vamos voltar à hipocrisia na condenação do sacrifício. Pois bem, pensem comigo, quantos animais são sacrificados dentro do Culto e quantos são sacrificados para suprir os gostos do homem em apreciar suas carnes? Com certeza dentro da casa de vocês devem apreciar a carne quase todos os dias. De onde vêm essas carnes? De animais sacrificados aos montes e ainda pior, são submetidos ao controle de sua vida, simplesmente para engordar e ser sacrificado.


Matadouro - Não é Culto




Matadouro - Também Não é Culto
Sacrifício para o consumo de Carnes


Gente, tudo o que está nesse mundo têm vida, as folhas que são trituradas pelos nossos dentes brotaram e cresceram por ter a força da vida correndo dentro delas. Portanto até os vegetarianos sacrificam a vida de alguém, digo alguém porque elas brotam, desenvolvem, ficam bonitas, envelhecem e morrem como todos nós.

Agora algumas pessoas vão dizer, mas os animais são sacrificados para que possamos nos alimentar. Eu concordo e acho esse o grande erro de inúmeros sacerdotes no culto dos Orixás. O espírito não mastiga a carne do animal, tudo o que é feito em ebós é representativo. A carne dos animais no culto deve ser consumida pelos adeptos, trazendo apenas o fundamento no sangue e nos miúdos. Tirando assim toda a negatividade da morte do animal. Evoluir pessoal, evoluir, sem hipocrisia, tudo o que usamos têm vida no culto ou fora dele, principalmente fora dele e só não enxerga quem não quer.

Se tiverem oportunidade visitem os criadouros e os matadouros, com certeza vão comprovar que a maior violência está fora do culto. Para aqueles que julgam que as plantas não sofrem com seu consumo, pensem, como vou saber o sofrimento desses seres se não se comunicam e são imóveis. Não sabemos.

E para os sacerdotes em geral, vamos com calma, não existe a necessidade de tantos sacrifícios. Os Ancestrais vieram antes para que possamos evoluir hoje e o hoje deve ser melhor que ontem. Assim como o amanhã deve ser melhor que hoje.

Nesses fundamentos o resultado é comprovado, porém não significa que não podemos melhorar. E por favor, consumam a carne, a carne tem mais fundamento em manter a vida do que simplesmente apodrecer.

E para adeptos que disseram que as entidades tiram a essência da carne do animal, por favor pessoal, qual o sentido disso? As Entidades estão em espírito e em grau alto de evolução, a não ser com quiumbas ( espíritos com baixo grau evolutivo ).



É o que sempre digo aqui, pensem por si mesmo!



Sem Hipocrisia!!!!



Ahh! Pessoal me desculpe mas devo ser breve nos assuntos.



Axé!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Orixá Obaluaiyê - Omolu





Olá, como prometido vou falar um pouquinho sobre o Orixá Obaluaiyê.


Obaluaiyê é um Orixá que rege as doenças, sendo ele mesmo vítima delas. Uma das coisas belas do culto aos Orixás é a ambigüidade que todos eles carregam, um exemplo é justamente Obaluaiyê que como é vítima da Doença, rege a mesma e ainda traz a Cura. Portanto é de muito fundamento pedir a Obaluaiyê a Saúde, a cura dos males da matéria.

Claro que não é somente isso. Obaluaiyê, também chamado de Omolu, tem seu corpo coberto de palha e não conseguimos ver seu corpo nem seu rosto. É claro que tudo em nossa religião é representativo e essa palha representa o mistério, o ato de esconder o segredo. Que segredo? O segredo da morte!

Omolu tem muita ligação com a Terra, Os Ancestrais (Egun) e a Morte. Sua ligação com a terra é justamente a doença, aquela que assola os seres que estão vivendo nesse mundo. Nessa regência também tem explicação no Itan do Odú Oworin, que segundo a lenda foi se esconder de Oduduwa na terra e como castigo teve de viver aqui para sempre.

Na regência dos Ancestrais e da Morte podemos citar que Omolu encaminha os espíritos dos mortos, sendo ele dono dos portões do cemitério. Não vejam como algo ruim ou demoníaco, na verdade se trata de algo muito bom, porque é o Orixá que socorre os espíritos em seus momentos mais difíceis, dividindo a missão com a Iyaba Oiá.

Por ter essa regência é muito útil solicitar a Omolu a proteção contra quiumba, Eguns sem evolução que são muitas vezes encaminhados em trabalhos de feitiços.


Xaxará


Para encaminhar e controlar os Eguns, Obaluaiyê têm um instrumento, também representativo, de nome XAXARÁ confeccionado de nervuras das folhas do dendezeiro, com alguns enfeites.


Xaxará


Em suas entregas o que mais representa o Orixá é a pipoca, em uma referencia com o “estourar” da peste em seu corpo. A pipoca então é muito utilizada para trabalhos de saúde com esse Orixá.

Obaluaiyê tem uma ligação muito forte com Iyemanjá e isso pode ser observado em seus Itans, que diz que o Orixá foi abandonado por sua mãe Nanã e foi Iyemanjá quem cuidou de suas feridas, adotando-o como a grande mãe que é. Assim Iyemanjá, vendo a pobreza e miséria de nosso Orixá, destinou a ele grande riqueza. Aqui temos outra regência de Obaluaiyê, a Riqueza.

Omolu ainda fala através dos Odus Oworin, Oyeku e Etaogundá no oráculo de Ifá.



Sua cor é basicamente o preto e branco.

Sua saudação: Atotô Obaluaiyê!!!

Alguns homenageiam nosso querido Orixá no dia de São Lazaro devido ao sincretismo que é dia 17 de dezembro. Porém eu particularmente prefiro homenageá-lo no dia dos Finados – 02 de novembro, acho que depois de tudo o que citei acima nem preciso dizer o porquê. O fundamento não é melhor? Lembrem-se, pensem por si mesmo.



Presto uma Grande Homenagem a esse Queridíssimo Orixá!



ATOTÔ OBALUAIYÊ!!! ATOTÔ MEU PAI

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Os Erros e Decepções Na Religião da Umbanda e Candomblé

Hoje falarei dos erros na religião. Eu seria um grande hipócrita se falasse que nossa religião é perfeita, não vou me ater aos problemas relacionados à conduta dos adeptos e sim à situações isoladas com erros de Entidades, embora não podemos expressar como “erros”.


Algumas vezes vemos adeptos se decepcionarem com a religião devido a situações que na verdade se trata de um mal conhecimento do próprio adepto.







Vamos ser práticos, em uma situação em que o consulente conversa sobre seus problemas com a Entidade, e essa Entidade fala sobre decisões que deveriam ser tomadas devido ao a fatos que irão ocorrer, descrevendo-os. Então aquilo dito pela Entidade não acontece, ocorre algo bem diferente.

Nessa situação devo mostrar a vocês leitores que existe uma série de probabilidades que expliquem esse fato. Vamos lá

A primeira situação se trata de uma pessoa sem escrúpulos, que tenta enganar as pessoas para tirar proveito de situações. Isso Ocorre em qualquer religião e não somente em religião não é mesmo?








Para explicar as restantes tenho que citar algo muito importante. É claro que quando as Entidades se manifestam e estão se manifestando em uma matéria, em um corpo de uma pessoa. Isso pode ter diversas conseqüências e por mais que outras pessoas possam discordar, a manifestação sempre tem interferência da matéria, afinal ninguém morre para poder incorporar e mesmo que morresse as “manias” daquele corpo estaria ali ainda. Por tanto existe diferentes pessoas com suas respectivas firmezas, algumas possui uma firmeza enorme e assim a Entidade pode se manifestar com grande força. Em outros casos não existe tanta firmeza e as Entidades embora se manifeste ainda há grande interferência da matéria.

Então no segundo caso se trata do médium ao qual aquela Entidade se manifesta, dependendo da firmeza. Isso traz a conseqüência que nem tudo o que se fala vem da Entidade.









Para o terceiro caso também preciso citar algo, e se trata do caminho de nossa vida. Deus concedeu a dádiva do livre-arbítrio para os homens, isso para que possa escolher seus caminhos. Algumas coisas em nossa vida ocorrem porque precisam acontecer independente de nossa vontade. Outros caminhos dependem exclusivamente de nossas escolhas, e por fim alguns momentos são tendenciosos mas existe uma certa interferência da escolha.

No terceiro caso temos uma Entidade firme e que já obtêm de muita confiança do consulente por sempre dizer exatamente o que aconteceu e o que acontecerá, mas em algum momento isso não ocorre. Isso se dá pelo fato de termos nossas escolhas, que por mais que temos influencia ainda temos Vida e vivê-la só depende de nós mesmos. Portanto nesse caso a Entidade disse o que provavelmente aconteceria mas por interferência de alguma escolha não ocorreu. É um caso raro mas acontece. E é algo que não temos como saber quando vai ocorrer. Eu mesmo já tive intuição de algo que aconteceria e depois quando aconteceu, vi que dependia de várias escolhas, mas acabou acontecendo. Isso é na verdade é um grande mistério, será que dependia mesmo das escolhas, será que aquelas escolhas foram escolhas tomadas por nosso livre-arbítrio ou fomos induzidos a escolhe-las? Não sabemos.







A grande verdade é que algumas pessoas se saciam dos conselhos das Entidades 99,9% das vezes e uma vez que ocorre algo diferente por simplesmente depender de sua própria escolha. Então desacreditam das Entidades que sempre estiveram a ajudando, e desacreditam ou por ignorância sobre o espiritismo ou simplesmente por só querer algo em troca.

Portanto gente, muito cuidado com o que vocês pensam sobre as Entidades porque pode estar colocando a culpa nas pessoas erradas. Sendo que na verdade dependia de você, da matéria. Por isso que é muito importante não ficar esperando cair nada do céu por que a Entidade disse que iria ajudar. É necessário o equilíbrio entre o espírito e a matéria, a Entidade ajuda espiritualmente mas na matéria depende de vocês, portanto não as culpem por seus próprios erros.



Axé!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A Incompreensão em Exu!

Existe dentro da religião um preconceito muito grande com a linha da “esquerda”, onde se enquadra Exu. Para adeptos de outras religiões são muitas vezes chamados de demônios, mas mesmo para alguns adeptos das religiões espiritualistas, traz muitas coisas negativas, e outros usam da força dessa linha para pedir maldades.

Observando a posição dessas pessoas consegui perceber que existe uma equivocada opinião sobre a força de Exu. Sendo assim vou tentar explicar um pouquinho sobre a representação desse que também é Orixá.




Acredito que a maior ligação que Exu tem é com o Livre-Arbítrio, representando essa dádiva que Olodumarê nos concedeu. Também está ligado aos meios de se conseguir algo, através de uma importante característica dessa linha que é a astúcia, com uma certa malandragem.

Em uma lenda diz que Obatala, filho de Olodumarê, ficou responsável pela criação do mundo determinado por seu Pai. Porém Obatalá fracassou, e isso aconteceu porque o poderoso Orixá negligenciou a determinação de oferecer uma “entrega” a Exu. A negligência se deu porque Obatalá não faria a entrega já que era tão Poderoso e não se submeteria a tal ato. O fundamento que vem explicado nesse Itan(lenda) é que precisamos da ajuda de Exu para cumprir o que desejamos, pois é Exu que afasta tudo o que é negativo e é através de Exu que nos comunicamos com os outros Orixás.

Para quem joga búzios esse fundamento também pode ser notado, pois todo o ebó solicitado tem sua parte para Elegbara que se trata de Exu. Também pelo fato de Exu possibilitar a prosperidade sobre todas as coisas.

Exu está em todas as coisas terrenas, é curioso observar que muitas pessoas conseguem bens materiais através do seu Exu mas nem sabem disso. Muitos adeptos de outras religiões que até condenam a linha da esquerda se beneficiam da ajuda de seus Exus para a prosperidade financeira mas desconhecem completamente esse fato.



Exu Morte

Enfim é Exu que nos protege das demandas, que nos acompanha na rua, que possibilita a prosperidade, que são nossos verdadeiros amigos.

O que vou dizer agora é somente a verdade, você leitor, viverá toda a sua vida sem conhecer um amigo tão fiel quanto o Exu que Olodumarê destinou a missão de ajudar e trabalhar com você. Ele nos protege de maldades e ainda cobra quem a fez independente de nossos pedidos, aliás nem precisamos pedir.

Ao falar de Exu, já relacionamos com encruzilhadas, muitas vezes chamando-se donos destas. Isso se dá ao fato de Exu ajudar a cada um de nós a tomarmos o melhor caminho.

Em se tratar das maldades que são pedidas, lembro a vocês que se trata de algo bem complicado que falarei em outra ocasião, mas algo posso adiantar. Toda a maldade que você pede fica também em você e mais distante de suas entidades ficará, pois não é o que “Eles” desejam. Seus desejos é somente cumprir a missão que Olodumarê designou e a maldade não está nela.



Uso de meu Livre-Arbítrio para pedir que não se faça maldade. Não se faça porque somos muito fortes e A MALDADE É UMA FRAQUEZA.






Saudação: Laroiê, Exu!

Símbolo: Ogó (um bastão representando a virilidade, o movimento)

Cor: Em alguns momentos estampados. Para entidades, Preto e Vermelho. Mas pode carregar o Roxo ou juntos o Preto, Vermelho e Branco.



Muitas vezes festejado no dia 13 de junho.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Oxumarê




Neste tópico cumprirei o prometido e nosso assunto será o Orixá Oxumarê. É claro que não vamos nos aprofundar tanto, mas falaremos sobre sua essência.

Como disse no tópico passado, percebi uma tendência de alguns umbandistas em supor que Oxumarê é a Iyaba Oxum, provavelmente devido o nome ser parecido. Isso não é verdade, Oxumarê se trata de um Orixá bem diferente, muito conhecido dos adeptos do Candomblé.

Sem mais delongas, o Orixá Oxumarê rege a ambigüidade, os extremos, a sinuosidade. Para explicar melhor falaremos sobre seus símbolos, a cobra e o arco íris. A cobra é um animal rastejante, que têm seu corpo quase por inteiro em contato com a terra, assim já podemos perceber um fundamento sobre a representação de Oxumarê, a ligação extremamente forte com a vida na terra, da matéria (não confunda com falsidade). Por outro lado esse Orixá tem em sua representação o arco íris, um fenômeno que, ao observá-lo, temos a impressão que está partindo da terra em direção ao céu e depois retornando. Aqui outro fundamento, aquele que leva à espiritualidade.





Também podemos notar que o arco íris aparece depois da chuva, quando o Sol reaparece. Aqui a representação da superação, do fim de sofrimento, vitória sobre as barreiras e o recomeço.

Acredito que já ficou claro a ambigüidade desse Orixá, como o rastejar sobre a terra e o rastejar sobre o céu. Nessa regência de ambigüidade e extremos de Oxumarê vem a suposição de que esse Orixá vive um tempo como macho e um tempo como fêmea. Suposição que eu particularmente não aceito, Oxumarê realmente rege os extremos até na sexualidade mas não faz dele um Orixá feminino.

Em vários Itans(lendas) podemos entender que se trata de um Orixá totalmente masculino, mas com o poder de reger os extremos até da sexualidade.

Aí está um pouco de Oxumarê, pensem a respeito, entendam em quais momentos seria mais apropriado solicitar sua ajuda. Pensem por si mesmos!

Não me esqueci de mencionar alguns detalhes:



Saudação: aho bo boy!

Cores: amarelo e preto / verde e preto

Normalmente se festeja no dia 24 de agosto



Presto reverencia a ti Oxumarê!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Quem Somos e O Que Nos Influencia Em Nossas Vidas

Entender o que influencia nossa vida não é fácil. Isso devido ao fato, e realmente é “fato”, de ser algo extremamente complexo. Algo que ninguém domina completamente, independente de dom, tempo de religião ou conhecimento.

Aqui vou tentar explicar algo que venho percebendo conforme o tempo, porque é de extrema importância acostumarmos a entender e não simplesmente a aceitar.

Existem três principais determinantes que influenciam em quem somos, nossa sorte, nosso caminho no AIÊ(Àiyé, mundo, terra).

Primeiro devemos citar o Ori. Ori é a nossa cabeça, podemos dizer de certa forma que é o receptáculo de nosso espírito. No candomblé existe rituais para enaltecer o Ori, o principal é chamado de Bori, sempre determinado no jogo de búzios. Eu particularmente acredito ser muito importante ritualísticas com o Ori. São nessas ritualísticas que trazemos o equilíbrio e harmonia para a “cabeça”.


Deus da cabeça, pelo fotógrafo Baiano Mario Cravo Neto



Depois podemos falar sobre o Orixá responsável pela cabeça. Esse Orixá é quem mais nos defende diante de inúmeras situações, é quem nos governa, o mentor que nos conduz.

Existem vários Orixás, com características que os diferem. Diante de tal fato, somos muito influenciáveis pelas características de quem é denominado nosso “Pai de cabeça”. Isso faz com que nossa personalidade seja muito similar à personalidade do Orixá, não idêntica mas similar, por influencia.

Agora ao que falta devemos citar o “Caminho”. Tudo veio de Olodumare e esse também é responsável pelo surgimento dos Odus. Odus não são Orixás, são signos ou“caminhos”, pobremente falando. Cada qual possui também suas características. Com todos os Odus surge o Oráculo, palavra que certamente é mais compreensível para os leigos. Esse Oráculo é chamado de Ifá. Ainda há um Orixá capaz de conduzir e consultar Ifá sendo assim responsável pelas determinações do Oráculo, cujo nome é Orunmilá(veja o tópico Divisões da Religião). Só podemos ter acesso à Ifá através de Orunmilá.




Nossos caminhos são influenciados pelo nosso Odu, conduzindo assim a nossa vida. Um exemplo sobre a influencia do Odu, podemos citar pessoas que tem muita sorte em jogo. É incrível como essas pessoas conseguem ganhar dinheiro através de sistemas que deixam a grande maioria de nós perdidos em lástimas. Certamente todos conhecem alguém que está sempre sendo sorteado em algum evento. Isso é característica do Odu que rege o caminho de tal pessoa(algumas coisas podem ser atribuídas ao auxilio de entidades). Algo que muitas vezes independe de suas atitudes. Outro exemplo é o fato de determinados acontecimentos estar sempre presente na vida algumas pessoas e outras passarem a vida inteira sem que tal acontecimento ocorra, inclusive filhos de mesmo Orixá.



Com essa explicação posso chegar a dar minha sincera opinião sobre quem somos. Acredito que somos regidos pelo Orixá e pelo Odu, porém aquilo que realmente somos está no Ori. Assim que deixarmos esse mundo ao encontrar Ikú(morte), o Orixá não precisará mais nos defender no Aiê e o nosso caminho aqui chegará ao fim, então o que nos restará será nosso espírito, que se encontra no Ori. Muitos podem discordar com minha opinião, porém se observarmos as chamadas qualidades de santo, vamos identificar que não é a característica do Orixá e sim características misturadas do Orixá com o Ori. Pois é no Ori que o Orixá nos governa. Melhor eu parar por aqui, antes que muitos adeptos coloquem fogo no Blog.

Mas eu acredito que devemos evoluir nossa Religião, Sabedoria e Percepção. O respeito aos costumes não nos impede de engrandecer nossos espíritos e nossa religião. Como já disse antes, pensar por si mesmo é o caminho para a evolução.

No espiritismo não existe receita! Deixemos as receitas para bolos e pães. Existem diversas formas de realizar um mesmo trabalho, mas a pior delas é aquela que utilizamos muitos componentes sem nem imaginar qual o fundamento de cada um deles.

Pensem nisso.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Divisões Da Religião De Berço Africana

Neste tópico vou falar brevemente sobre quatro divisões da religião herdada dos ancestrais africanos. Claro que muito brevemente.

É comum que as pessoas que busquem algum tipo de ajuda espiritual, queiram entender aquilo que estão começando a ter contato. É claro que é perfeitamente cabível, sendo que precisamos saber exatamente com o que estamos mexendo. Principalmente em se tratando de um assunto tão complicado quanto o espiritismo. E para piorar, existindo neste meio tantas pessoas que não têm a menor vocação para a caridade, tornando-se algo bem perigoso.

É claro que não existe apenas quatro divisões, mas são as que mais comumente se recorrem e que certamente caminham juntas.

Tenho certeza que muitos leitores desse blog já entraram em contato com pelo menos uma delas, mas acredito que a maioria, com todas. Bom, sem mais delongas, o contato com uma Entidade (ex. Caboclo, Preto Velho) ou Orixá para pedir ajuda sobre alguns problemas não seria nenhuma novidade. Acredito que também o uso de ervas para diversas finalidades espirituais, não fica atrás. E ainda o uso da adivinhação através do jogo de búzios. O culto aos ancestrais já é algo mais difícil de ver, embora não podemos ignorar o fato que as entidades também são ancestrais, aqui já é um assunto de controvérsias.

Na certa o mais comum hoje é que Zeladores de Santo tenham o conhecimento de três divisões. Mas no berço da religião, não era assim.




A pessoa responsável pelas manifestações dos Orixás e o cuidado com a vida religiosa dos adeptos é chamado de Babalorixá(homem) e Iyalorixá(mulher).




Aquele que possui os conhecimentos sobre as folhas e ervas, é chamado de Babalossâim.




Já o responsável sobre a interpretação do Oráculo de Ifá, através do Orixá Orunmilá, com o jogo de búzios e outras maneiras de consultar o Oráculo(falaremos depois).É chamado de Babalaô.




O responsável pelo culto aos ancestrais que se atribui o nome de Babá Egum, é chamado de Alabá.

Existem muitos outros nomes dados por outras nações do candomblé, então é comum ver nomes diferentes daqueles que indiquei aqui. O que não os torna erroneos, somente uma maneria diferente de nomeá-los.
É importante que entendam que é uma explicação muito simplória e que adentraremos nessa questão mais adiante. Agora pelo menos sabem um pouco sobre a nomenclatura que provavelmente muitos não tinham idéia e se perdiam em pronuncias ditas e escritas em placas espalhadas pelas ruas a fim de chamar atenção de adeptos e necessitados. Mas é muito importante que tenham extremo cuidado, pois nem sempre há boas intenções. Desconfiem de promesas mirabolantes, porque aquilo que Deus não permite que seja feito, não há homem capaz de fazê-lo. Para adeptos é simples, aquilo que Olodumare não permite, não há ninguém que possa fazer.

Grande Abraço A Todos!