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quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Religião Destrutiva
Hoje vou falar de um assunto que deve ter a atenção de todos, algo que prejudica em demasia a vida de muitos adeptos e simpatizantes. É evidente que em todas as formas de cultos religiosos existem alguns adeptos que deturpam completamente o fundamento religioso. É claro que não vou me ater a outras religiões mas sim a de matriz africana. Dentre muitos tipos de deturpações dentro do nosso meio religioso, o mais preocupante, em minha visão, é o ego do médium. Esse ego traz conseqüências muitas vezes sérias na vida dos adeptos, isso porque o médium se preocupa tanto em falar e acertar situações da vida de outros, que fazem de sua própria imaginação o fundamento intuitivo. Assim as informações que o “ouvinte” recebe muitas vezes são equivocas e não condiz com a realidade. O grande problema é que essa “informação” traz um transtorno enorme na vida do “ouvinte”, transformando suas ações tão equívocas quanto a “informação”.
Para um maior entendimento sobre o assunto abordado, darei um exemplo em uma situação suposta:
Um simpatizante vai consultar uma entidade devido a problemas que vem enfrentando em sua relação amorosa. Acaba consultando com uma entidade de um médium não equilibrado espiritualmente, porque este busca incessantemente falar e acertar situações da vida do consulente e se desliga no que mais importa, a conexão espiritual. Nessa situação é comum que a intuição parta de sua própria imaginação, muitas vezes embasada em informações preliminares. Conforme o consulente vai se envolvendo na conversa, surge a terrível notícia, seu parceiro está se relacionando com outra pessoa! Isso vai trazer conseqüências ruins, afetando drasticamente o equilíbrio do consulente. Além de desequilibrar o estado geral da pessoa, ainda pode trazer conseqüências distintas conforme a personalidade desta, se manifestando, então, uma ação destrutiva.
Essa situação exposta vai contra os próprios princípios da religião. Ainda que a especulação seja verdadeira, existem outras formas de encaminhar o consulente à uma situação que traga o verdadeiro equilíbrio em sua vida. Esse equilíbrio é o que a verdadeira religião pode produzir e você pode encontrá-la em diversos terreiros sérios espalhados pelo Brasil. Nessas casas você poderá contar com lideres que não estão preocupados em dar fundamento em suas necessidades pessoais e sim dar fundamento à vida da comunidade.
Deve ficar claro que o exemplo citado nada tem a ver com a religião e sim com uma necessidade pessoal. Nossa religião é maravilhosa, possui capacidade de produzir o equilíbrio espiritual, mental, físico e moral. A única coisa que devemos nos ater é separar o joio, do trigo.
Dentro da própria comunidade religiosa deve ser percebido que muitas vezes o médium que produz a situação de transtorno que descrevi acima, na verdade, não se trata de uma má pessoa mas simplesmente foi encaminhado erroneamente em sua vida religiosa, e conseqüentemente irá encaminhar outros. Os grandes lideres de comunidades dos terreiros sérios possuem capacidade de transformar os conceitos deturpados de determinados médiuns em conceitos fundamentado na verdade da religião de matriz africana. E como lideres, também faz parte de sua responsabilidade.
Após expor a situação acima podemos concluir que a religião não é destrutiva e sim o Ego pessoal que pode ser destrutivo até mesmo para a Religião.
Pensem nisso.
Axé!
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Conscientização! Sem folha! Sem Orixá!
Na atualidade o foco de preocupação comum tem sido o meio ambiente. E não é pra menos, estamos vendo muitos fatos que mostram a subjugação da natureza pelo ser humano. Um dos grandes fatores dessa subjugação é o destino da imensa produção de lixo do nosso dia a dia.
Vemos muitas matérias na mídia sobre o assunto, porém não tanto quanto deveria. O grande problema é que a intensidade da poluição causada por grandes quantidades de lixo é tamanha, que não necessitamos dessa mídia para mostrar-nos como está a situação. Isso porque basta colocarmos os pés na rua, quando passamos por rios e córregos, nos deparamos com uma situação lastimável, pela quantidade de todo o tipo de lixo que ali se encontram. Outra situação é quando vamos à praia, temos que desviar do lixo quando andamos e tomar cuidado para não pisar em algo dentro da água. Grandes conhecedores da quantidade de lixo nos mares são os mergulhadores, se tiverem oportunidade pergunte a eles.
Nas matas não é muito diferente, além dos lixos prejudicarem e machucarem os animais, ainda causam queimadas.
Esse recado é mesmo para o povo do santo. Nós também temos que nos conscientizar. Seria algo completamente sem nexo não nos atermos à questão do meio ambiente sendo que o de mais importante que cultuamos é a Natureza.
Algumas pequenas mudanças podem ajudar a entrarmos em perfeita sintonia com a mesma. Deixe de jogar no mar as garrafas de champanhes nas entregas. Não acenda velas nos pés de árvores ou plantas. Deixe de usar artigos de louça ou porcelana, dê preferência para folhas de bananeira ou mamona por exemplo. Não utilize copos de vidro ou mesmo de plástico, e sim as cuias feitas de coco.
Enfim, tudo o que for causar um grande impacto na natureza, tire de sua lista. Não achem que com essas atitudes vai se perder algum fundamento, muito pelo contrário, trará mais fundamento para o que estiver realizando. Afinal como diz um velho ditado muito conhecido pelo povo do santo:
“Sem água, sem folha. Sem Orixá!”
E sem água, sem folha, sem Orixá! Sem ser humano! Porque seria uma grande estupidez acharmos que nossa existência possui valor maior do que qualquer outra no mundo. Seria muita estupidez pensarmos que podemos separar nossas vidas da natureza. Tudo o que utilizamos provém dela mas a natureza não precisa de nada do que produzimos.
Vamos cuidar dessa nossa Grande Mãe, afinal viemos dela, pertencemos e retornaremos a ela!
Axé!
terça-feira, 27 de julho de 2010
Decepção
Decepção, quem de nós desconhece o significado dessa palavra? Palavra que muitas vezes nos traz lembranças que nos força uma tentativa inútil de obrigar a falha de nossa memória.
Claro que todos nós sabemos muito bem o gosto dessa palavra, sabemos todo o seu significado feroz contra nossos corações. Porém não nos traz somente lembranças sofríveis e arrependimentos.
A Decepção é algo muito mais valoroso do que gostaríamos, é algo imprescindível para trilharmos nosso caminho e ainda adquirir a sapiência necessária para nossas vidas e para as vidas daqueles que são nossos.
A Decepção é como uma tempestade que assola nossos corações, destrói nossas fortalezas e principalmente mata todo o conceito de sabedoria que achávamos que tivéssemos. Mas depois que essa tempestade passa, podemos nos reconstruir e não de forma simplória mas nos capacitando para a construção de algo muito mais firme, real, verdadeiro, equilibrado e valoroso.
A morte daquilo que era um sonho nos esmaga internamente mas traz a oportunidade de vivermos e construirmos a verdade. Porque da verdade também se vive.
Essa Decepção tão maldosa se torna uma mãe que nos mostra o melhor caminho para nossas vidas, sem mentiras, ajuda a crescermos para sermos extremamente grandiosos, um crescimento que jamais alcançaríamos sem ela. Portanto vamos viver cada sentimento que o mundo nos proporciona, pois se só colhêssemos a felicidade, não adquiríamos a capacidade de nos proteger, de evoluir nosso caminho, de aconselharmos aqueles que amamos e nem de viver nesse mundo. Viva, seja sentimentos que nos traz felicidades ou tristezas, Viva todos eles.
A Decepção pode até ser perigosa mas a falta dela em nossas vidas é catastrófica.
Axé!
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Orixá Nanã
Considerada por muitos a Orixá mais velha, é chamada carinhosamente de avó. Isso porque Nanã é a Orixá que representa a Ancestralidade, porém uma ancestralidade relacionada à base para a descendência. Fica muito evidente esse título quando citamos que seu elemento considerado é a lama.
Dentro da crença das religiões de matriz africana o ser humano foi criado a partir da lama, portanto quando este morre, deve-se entregar novamente à terra, como se devolvesse o instrumento para a natureza. Assim Nanã recebe esse corpo e transforma-o para sua reintegração.
Nanã
Como Nanã representa a ancestralidade e a base para a reintegração e a descendência, também está diretamente ligada aos antigos conhecimentos, conhecimentos que trazem tanto resoluções de problemas de saúde, com aplicação e conhecimento de ervas, quanto à conservação das manifestações religiosas.
Ainda representando a base na antiguidade, nossa Orixá não aceita elementos de metais, já que os metais representam a evolução relacionado à modernidade. Tornando assim os metais, sua proibição.
Podemos notar essa relação em um Itan que conta que Ogum queria passar pelos domínios de Nanã, que se opôs. Assim começou uma batalha que Ogum venceu, ferindo a Orixá com a espada. Na lembrança da derrota, Nanã proibiu o uso de metais em seus cultos.
O símbolo que Nanã carrega é chamado de Ibiri. O Ibiri é um cetro sagrado que representa todo o sentido de Nanã, representa a ancestralidade dando a base à descendência, como se fosse o cuidado do ancestral com o descendente. Também é o revolver da terra, da lama, representando a transformação com a reintegração à natureza.
Ibiri
Nossa querida avó é considerada mãe de Omolu, Oxumare, Yewa e Iroco, isso porque pertence ao mesmo panteão desses Orixás, oriunda do povo fon, onde as divindades são chamadas de Voduns. Esses Orixás possuem algumas características similares entre si, assim sendo representado como uma ligação familiar.
Com relação aos Odus, Nanã está ligado a Oyeku Mejí, ou em outro sistema chamado de Ejiologbon, onde também encontramos Obaluayê.
Sua cor é o Roxo ou lilás, seu dia de comemoração é 26 de julho devido ao sincretismo com “Sant´ana”.
Sua saudação é: Salúba Nanã!!!
Que nossa querida Orixá Nanã nos conceda a base para termos uma boa vida no Aiyê e que possamos estender isso aos nossos descendentes.
Axé!!!
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Novidade
Olá meus queridos leitores, estou a algum tempo sem postar. Mas isso porque estou trabalhando em uma grande novidade para vocês. Esperem que logo logo vão saber do que se trata.
Não deixe de acessar o blog. Tenho certeza que vocês vão gostar.
Um grande Axé para todos.
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Um grande Axé para todos.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Orixá Yewa.
Yewa acabou se tornando uma Orixá pouco cultuada em sua verdadeira essência. Isso porque o verdadeiro conhecimento sobre a mesma foi se perdendo com os antigos.
Trata-se de uma Orixá bastante complexa devido a sua própria representação. Yewa rege antes de qualquer coisa a “Integridade”, seja em qualquer forma, na questão sexual, em princípios, honra, etc. Devido a essa essência, essa bela Orixá é considerada protetora das mulheres virgens. Em alguns Itans é citado justamente o desinteresse que Yewa tem pelo sexo oposto, pela relação sexual em si.
Apesar disso outros Itans contam da relação que nossa bela Orixá teve com Orunmila e assim é explicado outra regência sua que é a “Vidência”. Porém junto com a Vidência Yewa rege a Ilusão, uma grande capacidade de iludir, envolver em mágica. Por isso traz consigo um símbolo chamado de “Adô”, esse Adô é uma cabaça contendo pós mágicos.
Com relação à Ilusão, pode ser encontrado Itans que se referem a uma passagem em que Yewa manteve Orunmila sobre seu feitiço, fazendo o grande Orixá enxergar Yewa diferente do que ela realmente era.
Outros símbolos da Orixá é o Ofá e a Adaga, aqui com um significado bem simples que é a capacidade de prover meios de alcançarmos aquilo que necessitamos, mas também identifica a inconstância de Yewa. Ora sendo doce, ora arredia.
Já ia esquecendo, assim como Oxumare traz o símbolo da cobra. Com grande contato com a terra.
Outros Itans contam que Yewa é a Orixá responsável por encaminhar o egum recentemente morto, desvencilhando-o da matéria, assim entrega o corpo de volta para a terra. Claro que com isso se faz referência de Yewa com cemitérios.
As diversas questões referente a Yewa traz um complexidade muito grande, talvez por causa dessa complexidade que o conhecimento a respeito dessa Orixá foi se perdendo, mas é claro que o fato de ter se perdido não significa que Ela não exista. Portando deve ser cultuada e deve-se buscar o conhecimento sobre Yewa. Quero lembrar a todos os leitores que as essências dos Orixás são algo que existem de fato em nosso mundo, existem de fato na natureza, alguns podem chamar de nomes distintos, mas existem e mesmo que seja esquecido nunca deixam de existir, nós é que deixamos de observar.
E para os próprios Babalorixás, tomem cuidado com Yewa porque ela rege a Ilusão e costuma iludir principalmente os Babalorixás, mostrando-se como outra Orixá e escondendo sua verdadeira essência, ou por outro lado mostrando a ilusão, é bem paradoxo, bem complexo.
Claro que por se tratar de um simples tópico não tem como eu explicar a fundo os Orixás, mas pra quem quer conhecer e se iniciar na religião, pode entrar em contato.
Saravá Yewa! Riró Yewa!
A cor de Yewa como ela mesma traz controvérsias, pode ser coral, vermelha intensa e até rosa. O importante é mostrar a evolução.
Que a Bela Orixá possa nos mostrar o caminho para a Evolução, nos ajudando a manter nossa integridade, nossa honra, nossos verdadeiros valores.
Obrigado Yewa!
Trata-se de uma Orixá bastante complexa devido a sua própria representação. Yewa rege antes de qualquer coisa a “Integridade”, seja em qualquer forma, na questão sexual, em princípios, honra, etc. Devido a essa essência, essa bela Orixá é considerada protetora das mulheres virgens. Em alguns Itans é citado justamente o desinteresse que Yewa tem pelo sexo oposto, pela relação sexual em si.
Apesar disso outros Itans contam da relação que nossa bela Orixá teve com Orunmila e assim é explicado outra regência sua que é a “Vidência”. Porém junto com a Vidência Yewa rege a Ilusão, uma grande capacidade de iludir, envolver em mágica. Por isso traz consigo um símbolo chamado de “Adô”, esse Adô é uma cabaça contendo pós mágicos.
ILUSÃO
Com relação à Ilusão, pode ser encontrado Itans que se referem a uma passagem em que Yewa manteve Orunmila sobre seu feitiço, fazendo o grande Orixá enxergar Yewa diferente do que ela realmente era.
Outros símbolos da Orixá é o Ofá e a Adaga, aqui com um significado bem simples que é a capacidade de prover meios de alcançarmos aquilo que necessitamos, mas também identifica a inconstância de Yewa. Ora sendo doce, ora arredia.
Já ia esquecendo, assim como Oxumare traz o símbolo da cobra. Com grande contato com a terra.
Outros Itans contam que Yewa é a Orixá responsável por encaminhar o egum recentemente morto, desvencilhando-o da matéria, assim entrega o corpo de volta para a terra. Claro que com isso se faz referência de Yewa com cemitérios.
As diversas questões referente a Yewa traz um complexidade muito grande, talvez por causa dessa complexidade que o conhecimento a respeito dessa Orixá foi se perdendo, mas é claro que o fato de ter se perdido não significa que Ela não exista. Portando deve ser cultuada e deve-se buscar o conhecimento sobre Yewa. Quero lembrar a todos os leitores que as essências dos Orixás são algo que existem de fato em nosso mundo, existem de fato na natureza, alguns podem chamar de nomes distintos, mas existem e mesmo que seja esquecido nunca deixam de existir, nós é que deixamos de observar.
E para os próprios Babalorixás, tomem cuidado com Yewa porque ela rege a Ilusão e costuma iludir principalmente os Babalorixás, mostrando-se como outra Orixá e escondendo sua verdadeira essência, ou por outro lado mostrando a ilusão, é bem paradoxo, bem complexo.
Claro que por se tratar de um simples tópico não tem como eu explicar a fundo os Orixás, mas pra quem quer conhecer e se iniciar na religião, pode entrar em contato.
Saravá Yewa! Riró Yewa!
A cor de Yewa como ela mesma traz controvérsias, pode ser coral, vermelha intensa e até rosa. O importante é mostrar a evolução.
Que a Bela Orixá possa nos mostrar o caminho para a Evolução, nos ajudando a manter nossa integridade, nossa honra, nossos verdadeiros valores.
Obrigado Yewa!
quinta-feira, 25 de março de 2010
Itan Olhos e Cabeça
Esse Itan é muito interessante, e compartilharei com vocês hoje. Depois, claro farei uma pequena análise como de costume.
Certo dia, Olorum encheu uma cabaça com carne de carneiro e embrulhou num belo pano de seda. Em uma segunda cabaça, Olorum colocou ouro, prata e pedras preciosas embrulhando em panos comuns e de aparência desgastada.
Logo depois, o grande criador de todas as coisas, chamou seus filhos Olhos e Cabeça, para que cada um escolhesse uma cabaça para si.
Olhos, se deparando com a beleza e ostentação do pano de seda, foi correndo escolher a primeira cabaça, deixando a segunda para seu irmão.
Desembrulhando a cabaça, Olhos se deparou com a apetitosa carne de carneiro. Logo chamou alguns amigos e se deliciou com a guloseima.
Ao desembrulhar a cabaça que restou, Cabeça perguntou decepcionado: “O que vou fazer com essas coisas que não posso comer? Mas como foi meu amado Pai que me concedeu, guardarei com extremo carinho!
Passando alguns dias, Cabeça foi apreciar o que o Pai tinha concedido a ele, nessa hora foi que percebeu o quanto era valioso o presente que recebera. Concluindo o quanto a sua cabaça era mais valiosa do que a do seu irmão Olhos.
Logo, Olorum chamou seus filhos à sua presença novamente e lhes perguntou o que encontraram em suas cabaças.
Olhos foi logo respondendo que encontrara um bom pedaço de uma carne muito saborosa, que consumiu em segundos.
Então Cabeça tomou a palavra e disse que encontrara tudo o que representava a riqueza no mundo e agradeceu profundamente a Olorum.
Assim Olorum sentenciou: “Olhos, a tua visão te atrapalha! Tu enxergas sem ver! És enganado pelo seu próprio dom. Cabeça, tu consegues escolher o melhor mesmo o que aparenta não ser. Tendo assim a capacidade de ver aquilo que Olhos não consegue. Portanto, a partir de hoje, Cabeça tomará todas as decisões, pois não se engana com as aparências.”
A análise desse Itan é muito simples, sendo muito fácil notar que se trata da importância que o raciocínio, o equilíbrio e o discernimento possui sobre a impulsividade, o desejo e a ostentação.
O Itan fala de equilíbrio, para que em nossos caminhos não escolhermos aquilo que queremos por impulsividade ou por ostentação e sim analisarmos muito bem a situação e escolhermos o que é melhor para nós. Também cita que aquilo escolhido por impulsividade tem um aproveitamento extremamente passageiro, se extinguindo muito rápido. Já a escolha pelo discernimento traz um aproveitamento duradouro.
E muito fácil de notar que fala sobre o domínio da cabeça, porque é a cabeça que decide e não os olhos. Ori(cabeça) é o que temos de mais importante.
Certo dia, Olorum encheu uma cabaça com carne de carneiro e embrulhou num belo pano de seda. Em uma segunda cabaça, Olorum colocou ouro, prata e pedras preciosas embrulhando em panos comuns e de aparência desgastada.
Logo depois, o grande criador de todas as coisas, chamou seus filhos Olhos e Cabeça, para que cada um escolhesse uma cabaça para si.
Olhos, se deparando com a beleza e ostentação do pano de seda, foi correndo escolher a primeira cabaça, deixando a segunda para seu irmão.
Desembrulhando a cabaça, Olhos se deparou com a apetitosa carne de carneiro. Logo chamou alguns amigos e se deliciou com a guloseima.
Ao desembrulhar a cabaça que restou, Cabeça perguntou decepcionado: “O que vou fazer com essas coisas que não posso comer? Mas como foi meu amado Pai que me concedeu, guardarei com extremo carinho!
Passando alguns dias, Cabeça foi apreciar o que o Pai tinha concedido a ele, nessa hora foi que percebeu o quanto era valioso o presente que recebera. Concluindo o quanto a sua cabaça era mais valiosa do que a do seu irmão Olhos.
Logo, Olorum chamou seus filhos à sua presença novamente e lhes perguntou o que encontraram em suas cabaças.
Olhos foi logo respondendo que encontrara um bom pedaço de uma carne muito saborosa, que consumiu em segundos.
Então Cabeça tomou a palavra e disse que encontrara tudo o que representava a riqueza no mundo e agradeceu profundamente a Olorum.
Assim Olorum sentenciou: “Olhos, a tua visão te atrapalha! Tu enxergas sem ver! És enganado pelo seu próprio dom. Cabeça, tu consegues escolher o melhor mesmo o que aparenta não ser. Tendo assim a capacidade de ver aquilo que Olhos não consegue. Portanto, a partir de hoje, Cabeça tomará todas as decisões, pois não se engana com as aparências.”
A análise desse Itan é muito simples, sendo muito fácil notar que se trata da importância que o raciocínio, o equilíbrio e o discernimento possui sobre a impulsividade, o desejo e a ostentação.
O Itan fala de equilíbrio, para que em nossos caminhos não escolhermos aquilo que queremos por impulsividade ou por ostentação e sim analisarmos muito bem a situação e escolhermos o que é melhor para nós. Também cita que aquilo escolhido por impulsividade tem um aproveitamento extremamente passageiro, se extinguindo muito rápido. Já a escolha pelo discernimento traz um aproveitamento duradouro.
E muito fácil de notar que fala sobre o domínio da cabeça, porque é a cabeça que decide e não os olhos. Ori(cabeça) é o que temos de mais importante.
quinta-feira, 11 de março de 2010
A Fé Cega!!!
A verdade é que a maioria dos adeptos das religiões simplesmente aceita e acredita em tudo o que os lideres religiosos dizem, sem que aja a contestação e discussão sobre os fundamentos dessas crenças.
Sou absolutamente contra a crença sem a discussão de idéias. Quando discutimos e contestamos, podemos formar uma idéia melhor que as idéias anteriores e assim evoluir nossas crenças tentando nos aproximar mais da verdade.
A Fé Cega nos torna simples marionetes, abjetos sem liberdade de pensamentos, presos à formação de idéias de outras pessoas. Nos torna incapazes de buscar nossa própria evolução.
Tudo o que foi dito no passado deve ser respeitado, porém não podemos viver na estagnação, devemos aprender com os ancestrais e evoluir suas idéias. Devemos separar a cultura da espiritualidade, a cultura deve ser mantida mas a espiritualidade deve ser evoluída. Se isso não for feito as religiões serão sempre as mesmas e ainda pior porque de tudo que foi dito antigamente sempre se perde um pouco com o tempo.
A verdade sempre tem uma boa explicação, o que é duvidoso é sempre imposto ou baseado em idéias sem fundamento.
Algumas explicações sempre são duvidosas como:
Aprendi com os antigos que é assim. - Não que seja errado mas é muito pouco pra assumir como verdade.
Porque é assim. - Uma das piores respostas, provavelmente a própria pessoa não sabe explicar.
Porque está escrito em algum lugar. - Tudo foi escrito por pessoas que formaram suas idéias mas isso não significa que tem fundamento. Não existe livro que você possa Crer Cegamente, tudo que é aceito Cegamente é prejudicial ao adepto.
Porque sempre foi assim. - O fato de sempre ter sido de determinada forma não significa que outra forma seja errada, como também não significa que não podemos melhorá-la.
Tudo isso se trata de uma critica construtivas aos adeptos de todas as religiões. Nenhuma religião é errada porque todas buscam coisas boas para suas vidas, mas se trata de algo um pouco perigoso quando entorpecem a mente humana incapacitando-a de ter a liberdade de pensamentos e formações de idéias próprias.
Tudo o que realmente tem fundamento vai ser muito bem aceito pelos adeptos contanto que, seja ouvido sem preconceito ou sem tendências que queiram levá-los para pensamentos que desejam que seja verdade.
Espero que tenham compreendido tudo o que foi dito. E pensem por si mesmos, discutem e contestem e assim todos poderão formar idéias melhores que as anteriores todos juntos.
Posso ser bem criticado por esse tópico mas algumas verdades vão contra a algumas intenções.
Muito Axé para todos.
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